terça-feira, 19 de junho de 2007

O ABSINTO

ABSINTO


A Fada Verde

Henri de Toulouse-Lautrec, Monet, Gauguin, Degas, Rimbaud, Paul Verlaine, Van Gogh, Baudelaire, Oscar Wilde e Ernest Hemingway são apenas, entre tantos outros, alguns dos mais conhecidos nomes tocados pela sua magia. Boémios, artistas, escritores, poetas, loucos perdidos, todos se renderam ao seu encanto, à sua sedução, à sua insanidade, e tantas vezes contagiados, poderemos agradecer algo da sua inspiração à influência dessa musa.

Losna ou Absinto

Absinto (também conhecido por losna ou sintro) é um dos nomes vulgares da Artemisia absinthium L. Na Grécia antiga era uma planta dedicada à deusa Artemis, daí o seu nome científico.

"
Quem já provou um chá de losna conhece a principal característica desta planta: o sabor amargo. E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna".
Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico. Popularmente, a losna também é conhecida como
absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes. As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais."
(in: http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm )





O destilado do Absinto foi inventado pelo Dr. Pierre Ordinaire (1741-1821, que dessa forma se redimiu do nome que herdou), médico francês exilado em Couvet, na Suíça, corria o ano de 1792. O seu objectivo seria inventar uma poção digestiva. Porém, quando poucos anos mais tarde adicionou álcool à formula de absinto, anis, funcho, hissopo, e outras ervas aprimorantes do seu sabor, para potenciar o seu efeito (pois claro;), criou a bebida que viria apaixonar e animar os prolíferos meandros artísticos parisienses do final do séc.XIX e princípio do séc. XX, onde se tornou célebre e conhecida internacionalmente. Infelizmente, o Dr. Ordinaire ainda viveu para ver a sua bebida ser proibída.



"a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinogéno e não com finalidades medicinais."

(in: http://absinto.no.sapo.pt/)



"É consumido normalmente segundo o ritual histórico de beber absinto no qual água gelada é lentamente deitada sobre um cubo de açúcar que se encontra sobre uma colher de absinto que é por sua vez colocada sobre o copo, que contém uma dose de absinto, isto faz com que o absinto mude a sua cor para um líquido claro, quase opaco. Existem outros rituais mas nenhum envolve incendiar o açúcar, tal como aparece em vários filmes, o que daria um sabor de açúcar queimado a bebida e a poderia incendiar (perdendo assim teor alcoólico)."
(in: Wikypédia)

"Um consumo prolongado, sobretudo de bebidas alcoólicas à base de absinto, provoca habituação que se manifesta por cãibras, perdas de conhecimento e mesmo perturbações nervosas irreparáveis."


(in: http://absinto.no.sapo.pt/)


Bah!!!

Ao fim ao cabo, o pouco que ainda nos resta desse encantado tempo em que (graças ao absinto) o Homem ainda conseguia falar com os animais (e àrvores, e pedras, e etcs.) é o inócuo extracto de Absinto, o fantasma da fada verde, e uma quantidade de parafernália museológica, testemunho de outra época, em que os livres-pensadores eram mais livres.
Mas não percam a esperança, pois que ouvi dizer que a fada verde ainda aparece por aí, de vez em vez...




Recomenda-se:
http://www.absinthe.com.br/index.php?main_page=about_us
http://absinto.no.sapo.pt/
http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm
http://www.oxygenee.com/

5 comentários:

Lilis disse...

Ai o ABSINTO...

O ABSINTO...

Brindemos a Eros com a FADA VERDE!!!

iLEGAL... PURO E DURO!

BEIJOS doces ;)

Deus disse...

... com os lábios humidos desse líquido verde,possuidos a tocar flauta de pã a dançar furiosamente em redor de uma fogueira enorme;)

Lilis disse...

excelente ideia...

mas isso é um cliché:

em vez da flauta de pã... podiamos tocar saxofone?! lol sei lá! lol

*

ps: justifica os textos pá!

Mai-chan disse...

Nossa! Adorei! Eu tava pesquisando sobre Absinto e caiu no teu blogger... Adorei essa matéria. ^^

Alessandra Pohlmann disse...

oui,
l'abisinthe c'est dur pour
un premier moment, mais devenu
en un tres grand nuage vert dans
la tête.
merci