quarta-feira, 11 de julho de 2007

O mundo que se fecha.





Hoje dei por mim a reflectir que a maioria de nós vive a sua vida a pensar que pode morrer amanhã, ao invés de se aperceber que renasce todos os dias. Isto é importante, porque se repararmos, há uma pequena e porém abissal diferença entre fazermos algo como se fosse a última vez, e fazermo-lo como se fosse a primeira. Ou se ainda não, entre o "dejá vú" com que tantas vezes pré-determinamos (e limitamos) o que vamos vivenciar, e a capacidade de pormos de lado a experiência e o que já aprendemos para nos deixarmos espantar, surpreender e podermos reaprender. Parece o mesmo?


A nossa razão dá forma ao nosso conhecimento, mas é a experiência que lhe fornece conteúdos, e o mundo (conjunto de quanto existe, e aquilo que a inteligência e o desejo do Homem pode abranger) não é tão linear ou simples para que possamos ter a presunção de o poder adivinhar e conhecer intrinsecamente . Ora!... Alguém se poderá gabar de já ter visto tudo o que há para ver? Pois não (!), mas quantos é que deixam de o fazer em tantas ocasiões?
Sócrates (entenda-se o filósofo grego, mestre de Platão) concluiu que quanto mais sabia, maior era a percepção que ia adquirindo da sua própria ignorância. Quanto a nós, vulgares pessoas, ou apenas seres humanos, tantas vezes parece que quanto maior é a ignorância, maior é a arrogância e a presunção atavista de já tudo conhecer, e assim vamos fechando o nosso mundo, ou a nós dentro dele. Será que é a ideia da grandeza de tudo nos sufoca e prende? É a intuição de que nunca vamos saber tudo o que o nosso espírito gostaria de alcançar que nos faz fechar?




Small (Lamb)

Sometimes I climb High above the city
To see all the lights shining there so pretty
And think of the millions of lives going on
At this present moment and those come and gone

And it make me float free
To feel how small my life must be
And it make me float free
To feel how small my life must be

When ever I can I go down to the sea
And wonder at how many miles there must be And all of the people on all of its shores
At this present moment and those gone before

And it makes me float free
To feel how small my life must be
And it make me float free…

Sometimes I’m out in the bustling street
Dazz-led by all of the faces I see
It strikes me we get lost so soon after birth But one smile can turn-over heaven and Earth

And it makes me float free
To feel how small my life must be
And it makes me float free
To feel how small my life must be
And it makes me float free
To feel how small my life must be
And it makes me float free
To feel how small my life must be

(pena não ter encontrado a música: tinha que ser esta!)

terça-feira, 19 de junho de 2007

B-52 Brand New Sleasy Devine Triks

Será um avião? Será um míssil? Será um bombardeiro?
Bom!... Sim e não: é o meu shot de eleição!

O B-52
Entra como um míssil, bombardeia o estomago e... faz voar, hehe ;)
O b-52 tem uma história curiosa, pois que foi inventado por todas as civilizações conhecidas no universo após cada uma ter começado a atravessar a sua fase de proliferação nuclear, sendo que apenas uma pereceu porque a sua crença religiosa impedia a ingestão de bebidas alcoólicas, e aparentemente a sua invenção neste planeta destinava-se apenas à utilização terapêutica para bombistas-suicidas antes da sua derradeira missão.
Nos restantes planetas, conhecido por nomes tão diferentes quanto B(2704/6*8,6666666666666666666666666666667), ou Bhecihn-kuhentah-dohs, ou Biff-if-tit-hu, ou 5b2(em Zoltron). Apesar disso, a sua composição química pouco varia (curiosamente), e os seus efeitos também não (mais curiosamente ainda). Ainda mais curiosamente ainda, todas as civilizações do cosmos conhecido que descobriram esta bebida conseguiram passar com alguma rapidez da sua fase nuclear à fase de expansão galáctica pacífica, sendo que contudo, a relação entre estes factos ainda não consegiu ser verificada (por ausência de sobriedade, supõe-se).
No Planeta Terra, os líquidos mais frequentemente utilizados na sua elaboração são os seguintes


Ora!... Até aqui nada de novo, não é? ERRADO!
Eis que estava eu a passar sobre uma pequena localidade perto do canto situado mais a Sudoeste da massa continental conhecida como Europa, no hemisfério norte do planeta Terra, quando por motivos de força maior, eu e a minha Alien mais linda e mais querida (que quando põe os seus negros protectores oculares fica parecida ao lorde Darth Vader -reverência), tivemos que pernoitar ali mesmo. A terriola chamava-se Zambujeira do Mar, e nenhum de nós estava preparado para o que se passou de seguida. Depois de ingerirmos umas proteínas, decidimos passar por um bar, e encontramos um em especial -"ESPERA-ME ENTRANDO"- que deixaria a grande maior parte dos bares do planeta Ferus 69, a maior catedral de vida nocturna do universo (na nebulosa de hiena à direita), mortinhos de vergonha. Mas tal facto teve uma explicação, e essa ainda foi mais arrebatadora: encontramos um ser de inteligência superior um iluminado... Não! Um iluminador! Isso! Um mestre de insondável sabedoria, que nos ensinou a sua Revelação:
O Mestre Peixe



Qual Yoda, Qual carapuça?... Nop! O Mestre Peixe é que sabe. E ele mostrou-nos a Luz, mostrou-nos o Caminho, para que o mostremos a todos vós, ò fortunados seres do Universo. Segui a sua Doutrina porque é a verdadeira, a que conduz à felicidade. Consiste no seguinte:


Compreendesteis? Conseguis ver tamanha genialidade? Eu explico os seus postulados (a melhor forma de iniciar o procedimento será com um shot de absinto antes do primeiro B-52):
  1. O B-52 tem que arder 2 minutos... 1,5, vá... O primeiro sofre-se a seco, como se souber melhor, em homenagem ao momento da concepção. Pede-se o segundo.
  2. No fim do segundo temos que comer uma rodela de laranja polvilhada com canela e açúcar, e pedir de imediato o terceiro.
  3. No fim do terceiro temos de comer 1 ou 2 morangos frescos e pedir logo o quarto (ainda não é para dormir: referia-me ao B-52 nº 4).
  4. Palhina que toca no balcão, não presta, não existe...
  5. no fim do quarto temos que comer 1 morango fresco e uma fatia de ananás/abacaxí, e pedir o quinto.
  6. fuma-se um cigarro enquanto se espera
  7. No fim do quinto trinca-se levemente uma fatia de lima relativamente grossa previamente disposta numa taça sobre uma fatia de ananás (para comer depois de trincar a lima), regados com morangowsca feita com morangos frescos (e não com sumo artificial).
  8. Pede-se o sexto logo imediatamente e o barman prepara a taça da vida, que consiste num B-52 preparado num copo de vinho para ser bebido a dois numa cerimónia de comunhão em que uma pessoa até se casa logo, tal é o estado de transe. Neste passo acabam as bebidas necessárias para fazer o B-52, e é chegada a hora de acalmar.
  9. Um Barman de inteligência superior, um ser de Luz, como o Peixe, nunca mistura dinheiro com a Crença: Ele é o verdadeiro messias e será recompensado (ai vai vai, que isto não vai ficar assim: ao justo o que ele merece!)
  10. Pede-se uma cerveja e paga-se 8 vezes o preço que te pedirem por ela (mais do que merecido) e recusa-se terminantemente o troco
  11. pedimos novamente um shot ao barman, que não tendo mais munições para fazer um B-52, nos oferecerá um long-drink extra alcoólico à base de absinto disfarçado com morangowska.
  12. Diz-se a este ser de luz que ele é o maior, porque é mesmo, e porque é o detentor de tão grandiosa revelação.
  13. Depois entramos em transe na pista de dança
  14. Celebramos o Amor


Obrigado ao Peixe por ser tão FIXE(!), à gente super-espectacular da Zambujeira do Mar que não tem par em simpatia, to the Weed People, ao Douglas Adams (R.I.P.) pela inspiração, and to my beloved Lillis, sem a qual nada disto teria sentido. Miss You:)







Back to elsewhere ...

O ABSINTO

ABSINTO


A Fada Verde

Henri de Toulouse-Lautrec, Monet, Gauguin, Degas, Rimbaud, Paul Verlaine, Van Gogh, Baudelaire, Oscar Wilde e Ernest Hemingway são apenas, entre tantos outros, alguns dos mais conhecidos nomes tocados pela sua magia. Boémios, artistas, escritores, poetas, loucos perdidos, todos se renderam ao seu encanto, à sua sedução, à sua insanidade, e tantas vezes contagiados, poderemos agradecer algo da sua inspiração à influência dessa musa.

Losna ou Absinto

Absinto (também conhecido por losna ou sintro) é um dos nomes vulgares da Artemisia absinthium L. Na Grécia antiga era uma planta dedicada à deusa Artemis, daí o seu nome científico.

"
Quem já provou um chá de losna conhece a principal característica desta planta: o sabor amargo. E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna".
Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico. Popularmente, a losna também é conhecida como
absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes. As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais."
(in: http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm )





O destilado do Absinto foi inventado pelo Dr. Pierre Ordinaire (1741-1821, que dessa forma se redimiu do nome que herdou), médico francês exilado em Couvet, na Suíça, corria o ano de 1792. O seu objectivo seria inventar uma poção digestiva. Porém, quando poucos anos mais tarde adicionou álcool à formula de absinto, anis, funcho, hissopo, e outras ervas aprimorantes do seu sabor, para potenciar o seu efeito (pois claro;), criou a bebida que viria apaixonar e animar os prolíferos meandros artísticos parisienses do final do séc.XIX e princípio do séc. XX, onde se tornou célebre e conhecida internacionalmente. Infelizmente, o Dr. Ordinaire ainda viveu para ver a sua bebida ser proibída.



"a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinogéno e não com finalidades medicinais."

(in: http://absinto.no.sapo.pt/)



"É consumido normalmente segundo o ritual histórico de beber absinto no qual água gelada é lentamente deitada sobre um cubo de açúcar que se encontra sobre uma colher de absinto que é por sua vez colocada sobre o copo, que contém uma dose de absinto, isto faz com que o absinto mude a sua cor para um líquido claro, quase opaco. Existem outros rituais mas nenhum envolve incendiar o açúcar, tal como aparece em vários filmes, o que daria um sabor de açúcar queimado a bebida e a poderia incendiar (perdendo assim teor alcoólico)."
(in: Wikypédia)

"Um consumo prolongado, sobretudo de bebidas alcoólicas à base de absinto, provoca habituação que se manifesta por cãibras, perdas de conhecimento e mesmo perturbações nervosas irreparáveis."


(in: http://absinto.no.sapo.pt/)


Bah!!!

Ao fim ao cabo, o pouco que ainda nos resta desse encantado tempo em que (graças ao absinto) o Homem ainda conseguia falar com os animais (e àrvores, e pedras, e etcs.) é o inócuo extracto de Absinto, o fantasma da fada verde, e uma quantidade de parafernália museológica, testemunho de outra época, em que os livres-pensadores eram mais livres.
Mas não percam a esperança, pois que ouvi dizer que a fada verde ainda aparece por aí, de vez em vez...




Recomenda-se:
http://www.absinthe.com.br/index.php?main_page=about_us
http://absinto.no.sapo.pt/
http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm
http://www.oxygenee.com/

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Três poemas de José Régio e algo sobre mim...

Cântico negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


Poema do silêncio

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.


Soneto de amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!



José Régio (pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, 1901/1969)



Que melhor forma de fazer nascer este receptáculo da parte de um eu que eu assim quero porque em parte, assim sou, do que com as palavras de um homem que como um assombro, com elas expõe o mais elementar da pessoa que em mim habita, um selvagem ( um "bom selvagem" rousseauniâno) inconformado e rebelde, por Natureza.

"Os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos", temas que reflectidos na sua poesia, são os mesmos que espelham os tormentos que trago sempre num dos bolsos da Alma, e talvez a melhor forma de me despir perante quem estas palavras quiser ler. E "que venha quem vier por bem"...

Poder-me-eis por vezes encontrar ácido e jocoso, pernicioso, mordaz, satírico ou cínico, noutras superficial ou leviano, frívolo ou fútil, in ou desinteressante, como de resto nos mesmos termos a vós mesmos vos podereis encontrar em alguma altura. Se não vos aprouver, tendes porcerto algures uma tecla que vos mostrará um caminho de saída, e encontrar-vos-eis mais aliviados. Se ao invés, algo de positivo encontrardes por aqui que em algo vos edifique ou complemente, ou de que simplesmente gosteis, sede benvindos às palavras, imagens, sons e generalidades que tenho p'ra compartilhar, senti-vos lívres para contribuir com opiniões, informações,desabafos ou algo que vos apeteça, e mostrai-me um pouco do vosso mundo também.

Simbiose: s.f., associação heterogénea de dois seres vivos, com proveito mútuo.


O poema "Soneto de Amor", dedico-to a tí, que tens movido tanto dentro de mim, sem que sequer desconfies o quanto... Não é só na areia da praia que podemos ser a agitação das ondas e a imensidão do Mar. É antes de mais dentro de nós, e isso já me vinha esquecido...

Bem hajam!